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Região dos Lagos no inverno: 10 passeios para aproveitar mesmo fora do verão
Quando se fala em Região dos Lagos, é quase automático imaginar sol forte, praias cheias e aquele movimento típico do verão. Mas reduzir a região aos meses mais quentes é deixar de aproveitar uma parte muito interessante dos destinos da Costa do Sol.
No inverno, praias, lagoas, mirantes, centros históricos e trilhas continuam proporcionando ótimos passeios. E há uma vantagem: nem todo programa depende de entrar no mar.
É possível passar o dia caminhando por Búzios, descobrir parte da história de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, observar as paisagens da Lagoa de Araruama, conhecer mirantes, fazer trilhas ou simplesmente escolher um lugar bonito para assistir ao pôr do sol.
Se você mora na região ou está planejando uma viagem entre junho e setembro, separamos 10 passeios para fazer na Região dos Lagos no inverno que mostram que por aqui há muito mais para conhecer além das praias no verão.
1. Caminhar pela Orla Bardot e pelo Centro de Búzios
Começamos por um passeio que funciona praticamente em qualquer época do ano.
A Orla Bardot, no Centro de Búzios, permite caminhar à beira-mar enquanto se observa a enseada, os barcos e uma das paisagens mais conhecidas da cidade.
O roteiro pode continuar pela Rua das Pedras, Praça Santos Dumont e pelas ruas do Centro Histórico. A própria documentação municipal reconhece esse conjunto — Praia do Canto, Rua das Pedras, Praça Santos Dumont, Orla Bardot e Igreja de Sant’Anna — como parte importante do núcleo histórico da cidade.
No inverno, é um programa que não exige roupa de banho ou dia de calor. Dá para caminhar sem pressa, parar para tomar um café, conhecer lojas e terminar o passeio em um dos muitos restaurantes do Centro.
Combine o passeio com: Orla Bardot + Rua das Pedras + Igreja de Sant’Anna + jantar no Centro.
2. Conhecer a Ponta do Pai Vitório, em Búzios
Para quem prefere paisagens naturais, outra possibilidade em Búzios é a Ponta do Pai Vitório, na região da Rasa.
O local é conhecido pelos mirantes e pela vista privilegiada da costa. Em 2026, a área passou por obras de revitalização, incluindo intervenções nos mirantes e na infraestrutura destinada à visitação.
A região também aparece nos roteiros ambientais promovidos pelo município, juntamente com pontos como o Mangue de Pedra.
É um passeio interessante para quem gosta de fotografia, natureza e lugares que proporcionam uma perspectiva diferente de Búzios.
Como o acesso envolve áreas naturais, prefira ir durante o dia, use calçados adequados e verifique previamente as condições de acesso.
3. Fazer um roteiro histórico pela Passagem, em Cabo Frio
Cabo Frio também é muito mais do que Praia do Forte.
Um ótimo programa para um dia mais fresco é caminhar pelo bairro da Passagem, uma das áreas históricas mais conhecidas da cidade.
A região reúne construções antigas, a Igreja de São Benedito, restaurantes e ruas que convidam a um passeio sem pressa.
De lá, é possível seguir pelo Canal do Itajuru e continuar em direção aos atrativos próximos à Boca da Barra.
O roteiro turístico oficial de Cabo Frio inclui entre os pontos dessa região o bairro da Passagem, Igreja de São Benedito, Canal do Itajuru, Forte São Mateus, Ilha do Japonês e diversos mirantes naturais.
Uma boa sequência é: Passagem → Canal do Itajuru → Forte São Mateus → Praia do Forte.
O passeio mistura história, arquitetura e algumas das paisagens mais bonitas de Cabo Frio sem depender de um dia típico de praia.
4. Ver Cabo Frio do Mirante Natural da Boca da Barra
Se você gosta de lugares com vista panorâmica, coloque o Mirante Natural da Boca da Barra no roteiro.
Do ponto é possível observar vários cartões-postais da região, incluindo a Praia Brava, Praia do Forte, Forte São Mateus, Ilha do Japonês e até áreas de Arraial do Cabo. Também é possível visualizar o encontro entre as águas da Lagoa de Araruama e o mar.
É justamente o tipo de passeio que pode ficar ainda mais agradável em dias de temperatura amena.
Leve o celular ou a câmera carregados porque a paisagem rende boas fotos.
5. Descobrir a história de São Pedro da Aldeia
Quem passa pela RJ-140 em direção a Cabo Frio ou Arraial do Cabo muitas vezes atravessa São Pedro da Aldeia sem perceber quantas histórias existem no município.
Vale mudar isso.
Um roteiro pelo Centro permite conhecer pontos como a Igreja Matriz de São Pedro, Igreja Sagrado Coração de Jesus, Casa dos Azulejos, Canhão histórico e Obelisco.
A Prefeitura de São Pedro da Aldeia já estruturou um roteiro turístico justamente para conectar parte desses atrativos e apresentar ao visitante a história e a identidade cultural do município.
Outro destaque é a Casa da Flor, uma construção singular feita com materiais reutilizados e reconhecida como importante patrimônio cultural local. O monumento passou por trabalhos de conservação acompanhados pelo município e pelo Iphan.
É uma excelente opção para quem procura um programa cultural fora do circuito tradicional das praias.
6. Caminhar às margens da Lagoa de Araruama em São Pedro da Aldeia
Depois do roteiro histórico, ainda dá para aproveitar a paisagem da Lagoa de Araruama.
São Pedro da Aldeia possui diversas praias lagunares e pontos tranquilos ao longo de sua orla.
Entre os locais associados aos roteiros turísticos do município estão a Praia da Ponta dos Cardeiros, Praia da Salina e Ilha do Boi.
Em vez de procurar necessariamente um banho de lagoa, no inverno a proposta pode ser outra: caminhar, fotografar, sentar à beira d’água ou escolher um restaurante da cidade para encerrar o passeio.
É um daqueles programas simples que lembram por que a lagoa é uma parte tão importante da identidade da Região dos Lagos.
7. Percorrer um trecho da Trilha Translagunar em Araruama
Quem gosta de caminhada pode aproveitar o período para conhecer a Trilha Translagunar.
O percurso integra a Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso e conecta áreas ao redor da Lagoa de Araruama.
No trecho inaugurado em Araruama, o caminho começa em Iguabinha, segue pela Orla Oscar Niemeyer, passa por antigas salinas e continua pela orla da lagoa em direção a Praia Seca.
Não é necessário percorrer todo o trajeto para aproveitar a experiência.
Escolha um trecho compatível com seu preparo físico, leve água, use proteção solar mesmo no inverno e prefira caminhar durante o dia.
Além da atividade física, o percurso permite observar paisagens que ajudam a contar a história das antigas salinas e da relação de Araruama com sua lagoa.
8. Ir de ferry boat do Centro de Araruama até Praia Seca
Quer transformar o deslocamento em parte do passeio?
Uma alternativa diferente é atravessar a Lagoa de Araruama de ferry boat entre o Centro e Praia Seca.
A travessia aquaviária conecta as duas áreas e proporciona uma vista panorâmica da lagoa durante o percurso. A Prefeitura vem utilizando o serviço também como forma de estimular o acesso turístico entre o Centro e Praia Seca.
Ao chegar, dá para caminhar pela orla de Praia Seca, almoçar e aproveitar a paisagem antes de retornar.
Como horários, tarifas e operação podem sofrer alterações, consulte as informações atualizadas antes de sair de casa.
É um passeio simples, mas que permite enxergar Araruama de uma perspectiva completamente diferente.
9. Fazer um roteiro cultural e contemplar Saquarema do alto
Saquarema é conhecida internacionalmente pelo surfe, mas você não precisa entrar no mar para aproveitar a cidade.
O Centro reúne vários pontos que podem ser percorridos a pé.
A Secretaria Municipal de Turismo recomenda um roteiro passando pela Praça do Canhão, Igreja de Nossa Senhora de Nazareth, Gruta Nossa Senhora de Lourdes, Prainha, Espaço da Casa da Pedra e Praia da Vila.
A Igreja de Nossa Senhora de Nazareth, construída sobre o promontório entre o mar e a lagoa, é um dos símbolos mais marcantes da cidade.
Para terminar o passeio, outra opção é procurar um dos pontos altos da cidade. O próprio roteiro turístico municipal destaca o Mirante do Morro da Cruz como local para contemplar a paisagem e o pôr do sol.
É um ótimo roteiro para uma tarde de inverno.
10. Trocar a praia pelas trilhas e cachoeiras de Saquarema
Para finalizar nossa lista, uma opção para quem quer natureza e aventura.
Saquarema possui uma região serrana que contrasta completamente com a imagem de praia pela qual a cidade é mais conhecida.
Entre os atrativos oficiais estão as trilhas da Serra do Mato Grosso, cachoeiras e diferentes percursos ecológicos. A Secretaria Municipal de Turismo inclui essas experiências em seus roteiros de ecoturismo e aventura.
Há opções que passam por áreas como a Serra do Mato Grosso, Lagoa Vermelha e outros ambientes naturais do município.
Antes de fazer uma trilha, procure informações sobre dificuldade, acesso e necessidade de guia. Depois de chuva forte, determinados percursos também podem exigir cuidados adicionais.
Para quem conhece Saquarema apenas pelas ondas de Itaúna, descobrir seu lado serrano pode ser uma verdadeira surpresa.
Bônus: Arraial do Cabo no inverno tem um visitante especial
Arraial do Cabo merece uma menção à parte.
Além dos mirantes, praias e passeios de barco que já fazem da cidade um destino procurado durante todo o ano, o inverno coincide com um fenômeno que chama bastante atenção no litoral: a passagem das baleias-jubarte.
Isso significa que, durante a temporada, existe a possibilidade de encontrar esses animais em passeios marítimos.
Mas é importante manter as expectativas corretas: trata-se de vida selvagem em ambiente natural. Nenhuma saída deve ser encarada como garantia de avistamento.
Mesmo sem encontrar baleias, a paisagem de Arraial do Cabo continua fazendo o passeio valer a pena.
Veja um registro de baleias-jubarte durante a temporada em Arraial do Cabo:
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E se estiver chovendo?
Nem todo dia de inverno na Região dos Lagos será perfeito para mirantes e trilhas.
Nesses casos, vale adaptar o roteiro.
Algumas alternativas são:
- conhecer centros históricos;
- escolher um restaurante para experimentar a gastronomia local;
- visitar espaços culturais;
- fazer um roteiro por cafés;
- conhecer lojas e artesanato;
- visitar atrações religiosas;
- aproveitar eventos, feiras e festivais realizados durante o período.
Saquarema, por exemplo, mantém inclusive sugestões oficiais de turismo voltadas para diferentes condições climáticas e reúne atrações culturais, religiosas e históricas além das praias.
Vale a pena visitar a Região dos Lagos no inverno?
Vale — principalmente se você estiver disposto a conhecer a região de uma maneira diferente.
As praias continuam fazendo parte da paisagem, mas não precisam ser o centro do roteiro.
É possível passar um fim de semana inteiro entre centros históricos, lagoas, trilhas, mirantes, restaurantes, igrejas, pequenas caminhadas e pores do sol sem sequer colocar os pés no mar.
Búzios continua charmosa. Cabo Frio continua carregada de história. São Pedro da Aldeia revela uma relação profunda com a Lagoa de Araruama. Araruama oferece ecoturismo e paisagens lagunares. Saquarema mistura mar, serra, cultura e religião. E Arraial do Cabo ganha durante o inverno até a possibilidade de encontros especiais com a vida marinha.
Talvez seja justamente essa a melhor parte de visitar a Região dos Lagos fora do verão: descobrir lugares que acabam passando despercebidos quando todo mundo está olhando apenas para a praia.
Antes de fazer os passeios
Algumas atrações naturais dependem das condições meteorológicas, estado das trilhas e acesso ao local.
Antes de sair, confira:
- previsão do tempo;
- condições de acesso;
- funcionamento da atração;
- necessidade de guia;
- estacionamento disponível;
- horários de transporte ou travessias;
- condições do mar, quando houver passeio de barco.
E, principalmente em trilhas e mirantes, evite deixar lixo e respeite as áreas de preservação.
A Região dos Lagos é bonita no verão, mas não deixa de ser Região dos Lagos quando o calor vai embora.









